domingo, 6 de dezembro de 2015

O dilema de uma caso indefinido

Você é uma mistura do bem e do mal, do sim e do não. Uma sensação que me atormenta e me faz querer ir muito além do que posso agora! Me tira do conforto e me leva direto para o abismo, trazendo de volta aquela adrenalina da qual sou tão viciada. Vai entender o que tem em você que me deixa tão assim... Feliz apenas por poder te ver.

Quando diz que vai embora, eu imploro baixinho: “Fica só mais cinco minutinhos.” Você chega perto e me encara com a expressão de quem já ganhou todas as minhas intenções, e de cinco em cinco minutos passamos para a noite inteira juntos.

Ele diz que sou a dona do seu coração e me faz promessas atrás de promessas, mesmo sabendo que eu não acredito em nenhuma delas! Sabe que esse lance de CASO INDEFINIDO não vai durar muito, porque já está envolvido mais do que deveria, e eu?! Eu quero conhecer a vida.

Nosso mal foi termos nos conhecido em estados diferentes da vida. TALVEZ um dia, quem sabe, a gente se encontre em outros bares. Até lá, vou fazer valer cada segundo com você. Aliás, nem eu nem você sabemos o que nos espera quando o dia amanhecer novamente!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Uma infância chamada "Antiga rua 12"

E se eu te contar... que sinto falta daquela infância.

Dos dias em que voltávamos da escola a pé só para guardar o passe e comprar besteira, fazer festa na varanda de casa (ostentação!), passar as noites contando estrelas na calçada, ouvindo as ideias de um irmão maluco — isso quando não juntávamos toda a galera da rua para contar histórias de terror. Eram as noites mais piradas que tínhamos, porque sair era luxo demais para a gente.

Lembro até hoje das festas juninas, quando juntávamos toda a turma para ir buscar bambu e montar as barraquinhas, do sorteio para decidir quem ia ajudar com cada prato. E como esquecer do carrinho de rolimã que a gente descia na rua de terra? Que adrenalina!

Me recordo das inúmeras noites em que brincamos até tarde de esconde-esconde, bandeirinha, polícia e ladrão, verdade ou desafio. Era tanta emoção em um único dia que parecia que nunca ia acabar.

Ahhh... e como não lembrar daquele presente do papai? Nossa mesa de pingue-pongue, feita pelas mãos do cara mais incrível. Na verdade, foi um presente "coletivo". Bastava abrir o portão da garagem e colocar a primeira parte da mesa para que todo mundo se juntasse. Era uma festa! Do menor ao mais velho, todos jogavam. Cada "cortada" era uma bolinha quebrada e uma vibração sem fim. Era lindo ver a garotada toda jogando e juntando moedas para comprar bolinha e raquete.

Mal sabia eu que era ali, na nossa ANTIGA RUA 12, que eu estava adquirindo os valores fundamentais e colecionando os melhores momentos da vida. Digo a mim mesma todos os dias: "Feliz serei, pois terei histórias hilárias para contar aos meus filhos um dia, e quem sabe aos meus netos."

Por favor, deixem a tecnologia com os adultos. E levem nossas crianças para brincar.

sábado, 31 de outubro de 2015

Depois do nosso improvável "amor"

Eu nunca soube lidar com despedidas, e até hoje não sei lidar com a sua.

Mesmo depois de tudo... ainda sinto a sua presença me olhando com aquela cara feia quando deixo cair algo na mesa, ou quando quebro alguma coisa por ser descuidada, e até mesmo quando estou cantando uma música e erro a letra... Você sempre ria de mim, e eu me divertia só por você estar ali, me observando.

Desde então, venho vivendo a minha vida como te prometi: sendo forte! Me desculpa se não parece, mas estou tentando fazer o meu melhor e manter o equilíbrio de tudo, mesmo sabendo que nunca será fácil falar do que vivemos. Nosso mundo, intenso e verdadeiro.

Sempre lembro como foi a despedida; foi uma noite difícil de terminar.

"Foi naquela noite em que tudo aconteceu... Você segurou minha mão e me disse que ia ficar tudo bem e que tudo ia se resolver. Então, pela primeira vez, eu não me senti segura em continuar. Faltava algo em seu olhar, faltava amor em nós. Foi naquela noite que eu te deixei partir, que eu me permiti seguir!"